Medicamentos e Tratamentos


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Os utentes do Serviço Nacional de Saúde (SNS) vão pagar mais 1 a 5% pelos medicamentos comparticipados pelo Estado, a partir desta segunda-feira.

De acordo com uma circular informativa do Instituto Nacional da Farmácia e do Medicamento (INFARMED), autoridade que regula o sector em Portugal, a partir do primeiro dia de 2007, os utentes do SNS terão de pagar mais pelos medicamentos que o Estado comparticipa.

Este aumento para os utentes deve-se a uma diminuição da comparticipação do SNS nestes medicamentos que passa para 69% (menos 1%) nos fármacos do Escalão B, para 37% (menos 3%) nos do Escalão C e para 15% (menos 5%) nos do Escalão D.

Os escalões são definidos de acordo com a comparticipação do Estado, consoante o princípio activo e a patologia a que se destinam.

Em relação aos medicamentos do Escalão A, que já foram totalmente comparticipados pelo SNS, estes mantêm-se com uma comparticipação de 95%.

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A Food and Drug Administration (FDA) dos Estados Unidos aprovou este mês a venda de um novo teste para detectar a Sida, mais rápido que outras análises.

Em comunicado, a FDA considera que o teste APTIMA HIV-1 RNA “pode ser utilizado pelos laboratórios clínicos e pelas instituições de saúde pública para uma rápida detecção do HIV, ainda antes do aparecimento dos anticorpos”.

O teste, fabricado pela Genb-Probe Incorporated, pode ser uma alternativa aos métodos actuais para confirmar a infecção por HIV, diz o comunicado, adiantando que, nalguns casos, essas provas são difíceis de interpretar e nem sempre proporcionam um resultado conclusivo. “Nesses casos, o teste de APTIMA pode ser muito útil no diagnóstico do HIV», concluiu.

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Mais de 400 medicamentos podem ficar sem apoio do Estado, incluindo alguns dos medicamentos mais usados em Portugal como é o caso do Panasorbe, Aspegic, Lisapin e Brufen.

O novo projecto-lei que está a ser preparado pelo Governo prevê que pelo menos 44 medicamentos de uso corrente deixem de ser comparticipados.

Muitos desses fármacos nesta altura têm entre 40 e 70 por cento de apoio do Estado, o que pode trazer prejuízos para o consumidor.

Caso o novo projecto venha a ser aprovado, deixam de ser comparticipados 400 medicamentos, a juntar aos mais de 1500 que nesta altura já são vendidos sem receita médica.

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Segundo um estudo de investigadores da Universidade Hebraica de Jerusalém, Israel, a Depressão pode causar perda de massa óssea e, subsequentemente, fracturas e Osteoporose mas os antidepressivos podem pará-la.

Vários estudos já tinham dado conta que as pessoas com Depressão perdiam em geral massa óssea, mas nunca foi estabelecida uma ligação directa entre as duas situações.

O estudo, publicado na Proceedings of the National Academy of Sciences, explica a perda com um enfraquecimento do processo de renovação óssea, essencial para manter a densidade óssea normal. Este enfraquecimento é causado por uma redução do número de células produtoras de tecido ósseo – os osteoblastos.

A investigação mostrou que o uso crónico de um fármaco contra a Depressão não só parou este estado psicológico como a perda da densidade óssea.

Esta é a primeira vez que a Depressão é apontada em provas laboratoriais como um elemento importante da perda de massa óssea e da Osteoporose. Com esse objectivo, a empresa de transferência de tecnologia da Universidade Hebraica, Yissum, requereu uma patente para o tratamento da Osteoporose através de antidepressivos.

A perda de massa óssea é a principal causa da Osteoporose e das fracturas ósseas em pessoas idosas, em geral, em especial, em mulheres pós-menopáusicas.

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A Direcção-Geral da Saúde está descontente com a forma como a vacina contra a gripe está a ser distribuída. A primeira remessa desapareceu das farmácias no próprio dia. A segunda, de 400 mil vacinas, quase não chegou ao mercado devido a grandes encomendas, vindas sobretudo de empresas públicas.

Por este motivo, a Direcção-Geral de Saúde pretende agora alterar as regras e a forma como a vacina é distribuída.

A DGS prevê um Inverno mais complicado do que no ano passado. Em 2005/2006 a época gripal foi classificada como moderada mas é muito raro existirem, dizem os especialistas, dois anos seguidos com actividade gripal moderada.

As sete vacinas contra a gripe comercializadas em Portugal foram este ano postas à venda mais tarde do que o habitual, no início de Outubro, para garantir que as pessoas não se vacinavam cedo de mais e corressem o risco de ter perdido a imunidade quando começasse a época gripal.

Mas a corrida às farmácias para a aquisição do medicamento, que só se vende mediante receita médica, esgotou o produto no mesmo dia em que foi posto à venda, praticamente em todo o país.

A Direcção-Geral de Saúde repete o alerta: estas vacinas só devem ser tomadas pelos chamados “grupos de risco”, ou seja, pessoas com mais de 65 anos, doentes crónicos e imunodeprimidos e profissionais de saúde.