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Dia Mundial da Luta Contra a Sida

Hoje, Dia Mundial de luta contra a Sida, multiplicam-se por todo o mundo campanhas contra a doença. Em Portugal, a data é assinalada com a apresentação do novo Programa Nacional de Prevenção da doença que vai vigorar até 2010.

Entre as metas a atingir está a necessidade de tornar mais eficaz identificação de novos casos de doentes infectados.

A Coordenação Nacional para a Infecção do VIH/Sida defende que a solução poderá passar por permitir que os laboratórios, as farmácias hospitalares e os 18 Centros distritais de aconselhamento e Diagnóstico para além dos médicos sejam capazes de notificar a doença.

Vinte e cinco anos depois de detectado o primeiro caso, a Sida já matou mais de 25 milhões de pessoas em todo o mundo. Em Portugal, há cerca de 30 mil pessoas identificadas com o vírus HIV, mas estima-se que o número de casos existentes seja muito superior aos dados oficiais.

Viol

Mais de metade das vítimas de violência conjugal, num total de 56%, já tentou o suicídio, por “overdose” medicamentosa, segundo um estudo realizado pela Misericórdia de Santo Tirso, apresentado sexta-feira.

A investigação – que teve como base de trabalho entrevistas a várias mulheres, de vários pontos diferentes do país – conclui, ainda, no domínio da Saúde, que 75% das vítimas já recorreu a hospitais e centros de saúde na sequência de episódios violentos. Muitas destas mulheres foram atacadas durante a gravidez, com 81% a confessar ter sido vítima de maus-tratos psicológicos, 38% de maus-tratos físicos e 13% de maus-tratos sexuais.

A nível profissional, 69% das entrevistadas sentiu-se prejudicada, devido ao comportamento violento dos companheiros, denunciando faltas frequentes ao trabalho.

Segundo o estudo, o tempo médio que estas pessoas comportam a relação de violência é 15 anos, não abandonando os companheiros por amor (81% dos casos); crença de que o agressor vai mudar (81%), dependência económica (75%), medo de retaliações, (69%) e pelos filhos (44%). O estudo avança ainda que 63% destas mulheres revelaram que os maridos as ameaçaram com facas ou outro tipo de armas.

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Um estudo apresentado durante a XXI Reunião Anual do Núcleo de Gastrenterologia dos Hospitais Distritais (NGHD) revelou que numa população de cerca de 1350 indivíduos assintomáticos, mais de 8% apresentavam cancro do cólon ou pólipos de risco com tamanho superior a 1 cm.

Estes dados reafirmam a necessidade da população com mais de 50 anos, ainda que sem queixas, efectuar o rastreio do Cancro Colo-Rectal por colonoscopia, não só na perspectiva da detecção em fase precoce, mas também pela possibilidade de diagnosticar as lesões pré-malignas, denominadas pólipos.

Cerca de 95% das situações de Cancro do Cólon têm origem nesses pólipos e estes, ao serem diagnosticados por colonoscopia, podem de imediato ser retirados sem recorrer à cirurgia clássica.

A colonoscopia revela-se assim o exame de rastreio mais sensível e eficaz, facto que adquire maior importância quando se sabe que este tipo de cancro é o que actualmente maior mortalidade condiciona – cerca de 5000 casos/ano – em Portugal.

Nesta XXI Reunião Anual do NGHD, decorrida em Guimarães nos passados dias 17 a 19 de Novembro, concluiu-se que, no que respeita aos aspectos clínicos e técnicos endoscópicos, Portugal está ao melhor nível do que actualmente se pratica em outros países europeus.

De acordo com dados de 2003, do Instituto Nacional de Estatística, o cancro vitimou 22.711 portugueses em 2003, sendo a segunda causa de morte em Portugal, após as doenças cerebrovasculares e cardiovasculares que atingiram 28.737 pessoas.

O cancro colorrectal é a principal causa de morte por cancro, representando 14 por cento do total de mortes por cancro, seguido pelo cancro do pulmão (13,9 por cento), o cancro do estômago (11 por cento) e pelo cancro da mama (7 por cento).

Rastreio

O 8º Simpósio da Fundação Portuguesa de Cardiologia deu a conhecer os primeiros dados relativos ao estudo “Coração Seguro“, um projecto de rastreios que está a percorrer os centros de saúde do país e que pretende avaliar o risco cardiovascular dos portugueses.

Até ao momento, este projecto já passou por 156 centros de saúde e avaliou os factores de risco de cerca de 4600 pessoas.

Os dados dão conta de que mais de metade dos utentes dos centros de saúde do território nacional têm a tensão e o colesterol elevados.

De acordo com Luís Negrão, 57 por cento dos utentes tinham a tensão arterial superior aos 14/9 recomendados.

Um terço destes desconhecia que tinha valores elevados, mas os restantes sabiam, afirmou, acrescentando que os resultados verificados “deixam os clínicos preocupados”.

“As pessoas sabem que têm tensão alta, andam medicadas e mesmo assim continuam com os valores acima dos recomendados, o que é muito grave”, considerou.

Entre os diabéticos a situação também “é preocupante”, segundo o médico, que afirma terem sido detectados 85 por cento de pessoas com tensão alta, três quartos dos quais com conhecimento do problema e a maioria (98 por cento) medicada.
Luís Negrão adiantou que a situação é idêntica no que respeita ao colesterol, já que 56 por cento das pessoas sabiam que tinham os valores elevados. Mais de metade destes estavam medicados, mas a maioria continuava com o colesterol acima das recomendações.

“Esta situação é grave para o doente pelo risco que corre de doença cardíaca a curto prazo, e é grave do ponto de vista do Serviço Nacional de Saúde, porque comparticipamos o tratamento de doenças, cujos resultados ficam aquém do que deveriam estar”, afirmou.

Para Luís Negrão, as pessoas ainda estão pouco instruídas sobre os problemas da sua saúde e a responsabilidade do seu tratamento não é apenas do médico, é “cada vez mais do doente”.

As recomendações que a fundação deixa são simples: “Fazer o que o médico manda, constatar se está a surtir efeito e, se estiver, manter. Se não estiver, tentar perceber o que está a correr mal no tratamento e corrigir”.

Por dia, morrem no nosso país, 61 mulheres e 51 homens na sequência de doenças cardiovasculares (cerca de cinco pessoas por hora), o que representa 44 por cento da mortalidade total da mulher em comparação com 34 por cento do homem.