Fevereiro 2007


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Cientistas britânicos vão começar a testar lençóis e pijamas feitos de um tecido que contém nitrato de prata destinado a evitar infecções hospitalares, sobretudo as causadas por Staphylocccus Aureus Resistente à Meticilina (MRSA– Methicillin resistance Staphylocccus aureus).

O tecido, criado especialmente para este projecto, vai ser usado no Lister Hospital, na cidade inglesa de Stevenage, durante um ano. O microbiologista Peter Wilson, envolvido no estudo do Barts and The London NHS Trust, explicou à imprensa britânica que um resultado positivo “transformaria a forma como combatemos certas infecções, particularmente a (causada por) MRSA”. A bactéria coloniza na pele de pessoas saudáveis sem causar qualquer problema, mas pode provocar uma infecção séria ao passar para a corrente sanguínea.

“A prata é conhecida por ser um agente anti-infeccioso muito eficaz e seguro”, sustentou Peter Wilson. O investigador acrescentou que o material já é usado em curativos médicos e máquinas de lavar. Portanto, os pijamas e os lençóis contendo nitrato de prata são o próximo “passo lógico”.

Mais de 300 pessoas que em testes cutâneos acusaram positivo para a presença de MRSA estão a ser recrutadas para a experiência, que arranca ainda este mês: metade destes usará pijamas e roupa de cama com nitrato de prata, enquanto a outra receberá pijamas e lençóis comuns. Os resultados serão comparados para que seja verificado se houve uma diminuição na quantidade de bactérias encontradas na pele dos voluntários que usaram as roupas contendo aquele elemento químico.

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O isolamento social já tinha sido relacionado com a doença de Alzheimer mas um novo estudo levado a cabo nos Estados Unidos mostra que pessoas solitárias têm o dobro da probabilidade de desenvolver a doença de Alzheimer.

Mais de 800 pacientes idosos participaram neste estudo, sendo seguidos durante um período de quatro anos.

O estudo não esclarece a relação entre os dois factores, mas os números são assustadores. Aos pacientes foi pedido que respondessem a várias perguntas como “Tem uma sensação de vazio?” ou “Sente-se frequentemente abandonado?” para construir uma “escala de Solidão” para cada paciente. Descobriram que o risco de contrairAlzheimer aumentava 51% por cada ponto nesta escala.
Os pacientes com o valor mais elevado na escala, 3.2, tinham 2.1 vezes mais riscos de desenvolver a doença de Alzheimer comparando com paciente com um baixo valor de “solidão” de 1.4.

Apesar de não se conhecerem ainda quaisquer razões para estes valores, o Professor Robert Wilson, líder da investigação, lembra que “não nos podemos esquecer que a solidão não tem apenas um impacto emocional mas também físico em cada um de nós”.

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Um grupo investigadores suíços que estuda a Narcolepsia, doença que provoca nas pessoas um adormecimento súbito, produziu um fármaco promissor para o tratamento da Insónia.

No estudo publicado na semana passada na edição on-line da revista “Nature Medicine”, os cientistas relatam como conseguiram reverter o problema, ao bloquear a acção do neurotransmissor orexina no cérebro de animais e pessoas.

A equipa que publicou o estudo, liderada por François Jenck, do laboratório suíço Actelion, conseguiu produzir um fármaco anti-insónia que imita a acção da orexina em pacientes narcolépticos.

A orexina é importante para manter o estado de vigília e é uma moléculas ausente no cérebro dos narcolépticos. Por isso, os portadores dessa doença não conseguem dormir e acordar em ciclos normais.

O medicamento foi testado em roedores e cães e também foram efectuados testes clínicos em humanos para determinar a segurança e a eficácia do fármaco, afirma Roland Haelfi, relações públicas da Actelion.
No momento, os cientistas estão a efectuar estudos para avaliar a dosagem ideal para o medicamento.

Os investigadores afirmam que até o fim deste ano devem iniciar um ensaio clínico de fase 3 – uma avaliação mais pormenorizada da acção do fármaco -, que permitirá ao laboratório pedir licença para iniciar a comercialização.

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Os hospitais e os centros de saúde vão ter de disponibilizar informação sobre o consumo de medicamentos nestas instituições, conforme legislação publicada na semana passada em Diário da República.

A determinação consta de uma Portaria do Ministério da Saúde que cria o Código Hospitalar Nacional do Medicamento (CHNM), um sistema de identificação atribuído pela autoridade que regula o sector em Portugal, o Instituto Nacional da Farmácia e do Medicamento (INFARMED).

O CHNM consiste num sistema de codificação de todos os medicamentos devidamente autorizados a entrar no mercado português. Este código é aplicado “obrigatoriamente a todos os medicamentos utilizados nos hospitais e outros serviços do Serviço Nacional de Saúde (SNS) “.

Contudo, este código também pode ser disponibilizado a outras entidades que nisso manifestem interesse legítimo. Na Portaria publicada em Diário da República, explica-se que “uniformizar a informação relativa aos medicamentos utilizados nos hospitais e noutros serviços do SNS, através da criação de um código único dos medicamentos utilizados, é uma necessidade premente, quer sob o ponto de vista da gestão de todo o circuito daqueles medicamentos quer sob o ponto de vista do uso racional do medicamento e da recolha de informação sobre a sua utilização”.

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A Sociedade Portuguesa de Endocrinologia Diabetes e Metabolismo (SPEDM) e a Genzyme atribuem a I Edição da Bolsa Prof. Edward Limbert ao Dr. Hugo Prazeres, líder de um grupo de investigação composto por elementos do IPO de Coimbra e do IPATIMUP, pela investigação da identificação e validação de novos marcadores moleculares/alvos terapêuticos para o cancro da tiróide.

A Bolsa, no valor de 5000 euros, contempla o trabalho realizado na identificação dos genes envolvidos no cancro da tiróide.

Este trabalho possibilita um aumento do conhecimento sobre as alterações moleculares associadas ao desenvolvimento de neoplasias diferenciadas da tiróide, conduzindo à identificação de novos marcadores moleculares e novos alvos terapêuticos, e determinando a distinção entre os vários níveis de heterogeneidade desta doença, não perceptíveis através da avaliação morfológica e clínica, permitindo adaptar os tratamentos de forma a poupar os doentes com bom prognóstico a tratamentos agressivos e a tratar agressivamente apenas os tumores com elevado potencial de malignidade.

Segundo o investigador português, este trabalho traduz-se “na redução do número de pessoas que são submetidas a cirurgias à tiróide para fins diagnósticos, desnecessárias em situações benignas, e fornecer indicações para realização de uma cirurgia mais completa, evitando a necessidade de uma segunda intervenção cirúrgica para completar a remoção da tiróide, nas situações mais agressivas”.

Alberto Inez, director-geral da Genzyme, refere que “este prémio é uma grande aposta da companhia que visa distinguir e incentivar as actividades de investigação, formação e divulgação na área da Patologia da Tiróide e contribuir para o progresso das Ciências Médicas em Portugal neste campo”.

O cancro da tiróide é um tumor maligno de crescimento localizado dentro da glândula tiróide.

Este tipo de tumores classifica-se de acordo com o grau de diferenciação das células, e com a sua origem tecidular, em carcinoma papilar, folicular, medular e anaplásico ou indiferenciado.

Os carcinomas papilar e folicular são os mais frequentes e habitualmente considerados tumores bem diferenciados, pelo que se associam a melhor prognóstico. Os carcinomas medular e anaplásico têm um comportamento mais agressivo.

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Os peritos que estão a estudar a nova rede de urgências propõem no seu relatório final o encerramento de 15 urgências hospitalares tendo acrescentado a urgência do hospital de Peniche à lista dos serviços a fechar.

A proposta final da Comissão Técnica de Apoio ao Processo de Requalificação das Urgências foi ontem apresentada à Comunicação Social pelos peritos que começaram a desenhar o novo mapa das urgências em Julho do ano passado.

A primeira proposta deste grupo de peritos – que esteve em discussão pública durante os meses de Outubro e Novembro de 2006 – propunha o encerramento de 14 urgências hospitalares. Já este ano, e após uma nova análise técnica e dos contributos recebidos durante o período de audição pública, o grupo entregou ao Ministro da Saúde uma proposta que defende o encerramento do serviço de urgência do Hospital São Pedro Gonçalves Telmo, em Peniche.

António Marques, porta-voz desta comissão técnica, explicou que na origem da proposta deste encerramento está a área de influência analisada. “É de prever que as pessoas deverão ir para as Caldas da Rainha ou Torres Vedras”, disse António Marques, explicando a medida.

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Médicos da Mayo Clinic, na Florida, desenvolveram uma nova técnica, semelhante à angioplastia, para tratar a Sinusite. O procedimento, denominado sinuplastia com balão, é menos invasivo e uma opção à cirurgia convencional dos seios faciais, segundo o otorrinolaringologista Christopher Garvey.

Após a aplicação de anestesia geral, o cirurgião insere um cateter especial na narina do paciente, conduzindo-o até aos seios faciais. Através de raio-X e de um fio-guia é colocado à entrada do seio facial um balão pequeno e flexível.

O balão é então enchido com um fluido, de acordo com uma pressão específica. Conforme o balão se expande, este vai causando minúsculas fracturas na cavidade óssea do seio facial. Isto dilata a cavidade, melhorando a drenagem normal do seio facial.

O mesmo procedimento pode ser efectuado noutros seios bloqueados. Normalmente, os pacientes recuperam-se bem, tendo alta hospitalar no mesmo dia. Podem sentir alívio imediato dos sintomas e retomar as suas actividades normais em 24 horas.

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