Novembro 2006


Vdeo sida

A noite de anúncios televisivos sobre a VIH/sida está marcada para hoje, 30 de Novembro, em Bruxelas. O evento, patrocinado pela Comissão Europeia, prevê a projecção de anúncios televisivos, documentários e vídeos musicais que, nos últimos 25 anos, promoveram o sexo seguro na Europa. Uma iniciativa que antecede o Dia Mundial da Sida, a 1 de Dezembro.

A projecção vai contar com uma audiência de cerca 600 jovens e parceiros sociais que vão votar no melhor anúncio. Os jovens europeus que não podem estar presentes, vão poder dar a sua opinião sobre os anúncios mostrados, bem como propor ideias e enviar mensagens para promover o sexo seguro, através de um website criado especialmente para o efeito http://www.aids-remember-me.eu/.

A infecção VIH/sida continua a ser um problema, tanto para a União Europeia como para os países vizinhos. Dados recentes mostram um aumento geral do número de pessoas infectadas, face ao decréscimo da consciencialização no que respeita aos riscos de contaminação e ao aumento dos comportamentos de risco.

Para combater estes dados, a Comissão adoptou uma Comunicação em 2005 para “Combater o VIH/sida na União Europeia e nos países vizinhos 2006-2009”. A comunicação salienta a importância de boas práticas de comunicação para tratar este problema e prevenir a disseminação da doença.

As discussões com diferentes parceiros sociais que se seguiram à comunicação de 2005 confirmaram as campanhas televisivas como meio privilegiado para promover a prevenção do VIH/sida, a educação sexual, o apoio e o aconselhamento.

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Um novo medicamento para o tratamento da osteoporose acaba de chegar a Portugal e é hoje apresentado à classe médica nacional. É a única terapêutica oral que deve ser administrada apenas uma vez por mês e que actua ao nível da redução do risco de fracturas osteoporóticas em mulheres pós-menopáusicas.

Ensaios clínicos asseguram a inovação, elevada eficácia, tolerabilidade e segurança do tratamento.

Em Portugal, estima-se que sejam afectadas com esta doença cerca de 500 000 pessoas. Uma em cada três mulheres e um em cada oito homens estão em risco de sofrer osteoporose.

É sobre esta doença e inovadora terapêutica que o Prof. Silvano Adami, Professor de Reumatologia da Universidade de Verona, irá falar a centenas de médicos portugueses numa sessão subordinada ao tema “Evolução no tratamento da Osteoporose pós-menopáusica com bifosfonatos”.

A osteoporose é uma doença caracterizada pela perda de cálcio dos ossos, que por isso, se tornam mais frágeis e sofrem fracturas com facilidade, após traumatismos de pequena intensidade, como quedas ocasionais.

É silenciosa e indolor, razão pela qual a maioria das pessoas afectadas só descobre a doença quando já está em estado avançado, isto é, quando surgem as fracturas.

Surge com maior frequência em idosos e, muito especialmente, no sexo feminino após a menopausa.

A sua importância e custo social têm vindo a aumentar exponencialmente com o alargamento progressivo da duração média de vida e consequente aumento da população idosa. Este factor, evidente também no nosso país ao longo dos últimos vinte anos, é acrescido por certas mudanças de hábitos alimentares e de trabalho que concorrem para a diminuição do cálcio ósseo.

As fracturas associadas à osteoporose atingem preferencialmente a coluna, os ossos do antebraço (junto ao punho) e o colo do fémur (junto à anca).

As suas consequências, potenciadas pela fragilidade e precariedade geral de saúde associadas à idade, podem ser desastrosas para a duração e a qualidade de vida das suas vítimas.

Em Portugal, de acordo com estudos realizados na Universidade do Porto, ocorrem anualmente cerca de 3000 fracturas osteoporóticas do colo do fémur, com elevados custos financeiros e, sobretudo, sociais.

Já as fracturas vertebrais podem ter tradução mais discreta, consistindo em episódios agudos de dor dorsal, por vezes muito incapacitantes.

Estes episódios podem repetir-se no tempo, conduzindo muitas vezes a um quadro de dor permanente com considerável incapacidade. O esmagamento de vértebras osteoporóticas é responsável pelo encurvamento progressivo das costas, frequentemente observado em pessoas idosas.

Médicos de Famlia

A Unidade de Saúde Familiar Planície e a Unidade de Saúde Familiar Eborae estão, a partir de hoje, 28 de Novembro, disponíveis para servir os cerca de oito mil utentes que ainda não têm médico de família, em Évora.

As duas Unidades de Saúde Familiar (USF), que se integram no novo modelo de funcionamento que o Centro de Saúde de Évora está a implementar, vão funcionar no Hospital do Patrocínio. Os utentes eborenses ficam, assim, com melhores acessos aos cuidados de saúde, pois as USF vão promover uma maior cobertura dos serviços de saúde prestados.

Cada USF vai ter oito médicos, oito enfermeiros e seis administrativos. O atendimento personalizado vai permitir que todos os utentes inscritos tenham assistência diária das 8 às 20 horas, nos dias úteis, e das 8 às 14 horas, aos sábados, domingos e feriados.

As USF vão funcionar com consulta programada e consulta no próprio dia, permitindo que todos os utentes inscritos possam ser atendidos no próprio dia pelo seu médico de família ou, em caso de ausência, por um médico que assegure a sua substituição.

Além das novas USF, os utentes do Centro de Saúde de Évora vão continuar a contar com as duas Unidades de Saúde Urbanas – Unidade de Saúde Chafariz de El Rei e Unidade de Saúde da Cruz da Picada -, bem como as Unidades de Saúde Rurais. Em funcionamento está também a Unidade Móvel de Saúde, que realiza um trabalho de promoção da saúde e prestação de cuidados junto dos utentes.

As USF são pequenas unidades operativas dos Centros de Saúde, com autonomia funcional e técnica, que contratualizam objectivos de acessibilidade, adequação, efectividade, eficiência e qualidade, garantindo aos cidadãos inscritos uma carteira básica de serviços. Os profissionais que integram estas unidades têm como objectivo trabalhar em equipa e prestar cuidados de saúde, assegurando promoção, prevenção e tratamento a toda a população.

As USF estão inseridas na reforma dos cuidados de saúde primários, constituindo um pilar central no sistema de saúde e assumindo-se como a primeira ligação dos utentes aos cuidados de saúde.

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A Associação de Apoio aos Doentes Depressivos e Bipolares – ADEB vai lançar durante o Congresso Nacional de Psiquiatria, que decorrerá de 27 a 30 de Novembro, na Alfândega do Porto, o livro «Depressão: muitas perguntas, algumas respostas».

Trata-se de um manual que reúne um conjunto de informações úteis e actualizadas sobre a depressão e que se destina a todos aqueles que procurem conhecer um pouco mais sobre esta doença.

De acordo com as previsões da Organização Mundial da Saúde dentro de duas décadas as perturbações depressivas serão a segunda patologia em termos de incapacidade (logo a seguir às doenças cardiovasculres) o que significa que o Mundo está perante um flagelo que tende a aumentar nos próximos anos.

Segundo a American Psychological Association (APA) a depressão é uma doença que afecta cerca de 10 a 25 por cento das mulheres e aproximadamente metade no caso dos homens e é um verdadeiro problema de saúde pública face ao elevado número de pessoas afectadas.

Este manual pretende ainda dar a conhecer melhor a doença de forma a que possa existir uma maior esperança no seu tratamento.

Viol

Mais de metade das vítimas de violência conjugal, num total de 56%, já tentou o suicídio, por “overdose” medicamentosa, segundo um estudo realizado pela Misericórdia de Santo Tirso, apresentado sexta-feira.

A investigação – que teve como base de trabalho entrevistas a várias mulheres, de vários pontos diferentes do país – conclui, ainda, no domínio da Saúde, que 75% das vítimas já recorreu a hospitais e centros de saúde na sequência de episódios violentos. Muitas destas mulheres foram atacadas durante a gravidez, com 81% a confessar ter sido vítima de maus-tratos psicológicos, 38% de maus-tratos físicos e 13% de maus-tratos sexuais.

A nível profissional, 69% das entrevistadas sentiu-se prejudicada, devido ao comportamento violento dos companheiros, denunciando faltas frequentes ao trabalho.

Segundo o estudo, o tempo médio que estas pessoas comportam a relação de violência é 15 anos, não abandonando os companheiros por amor (81% dos casos); crença de que o agressor vai mudar (81%), dependência económica (75%), medo de retaliações, (69%) e pelos filhos (44%). O estudo avança ainda que 63% destas mulheres revelaram que os maridos as ameaçaram com facas ou outro tipo de armas.

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Dois novos estudos publicados na edição de Dezembro do Journal of Orthopaedic Research mostram que o fumo de cigarros atrasa a recuperação de fracturas e lesões nos ligamentos.

No primeiro estudo, uma equipa da Washington University School of Medicine verificou o processo de cura de um grupo de ratinhos expostos a fumo de cigarro seis dias por semana, durante um mês. Havia também um grupo de controlo de ratinhos que não foram expostos a fumo.

Os cientistas verificaram que nos ratinhos expostos ao fumo o processo de cura foi mais lento desde o início.

No segundo estudo, da mesma equipa, ficou demonstrado que a exposição ao fumo de cigarros atrasou o processo de cura nas lesões em ligamentos dos ratinhos.

Ainda que o estudo tenha demontrado a associação entre fumo de cigarro e formação de cartilagem, os cientistas acreditam que fumar tem ainda outros efeitos no processo de cura que precisam de ser identificados e estudados.

Estes estudos acrescentam novos dados a pesquisas anteriores na demonstração dos efeitos do fumo de tabaco na recupeção de fracturas e lesões. Era já conhecido o facto de os fumadores terem maiores probabilidades de fractura das ancas, recuperação de fracturas e infecções nos ossos, bem como do efeito negativo na cura de feridas nos tecidos moles.

 Unidade Móvel

A Administração Regional de Saúde (ARS) do Alentejo adquiriu recentemente uma Unidade Móvel para funcionar no distrito de Évora. Esta unidade é a primeira de cinco que a ARS irá adquirir e servirá essencialmente a área de influência do Centro de Saúde de Évora, embora o seu funcionamento possa também ser alargado a outras localidades deste distrito.

Numa região onde o isolamento e as longas distâncias a percorrer são algumas das especificidades com que os seus habitantes se debatem, esta aquisição contribui decisivamente para o aumento da acessibilidade aos cuidados de saúde, garantindo serviços de melhor qualidade e adaptados às reais necessidades dos cidadãos

Procura-se, ao mesmo tempo, obter a óptima racionalização dos recursos humanos e materiais ao dispor destes serviços.

A Unidade Móvel de Saúde é constituída por uma viatura equipada, com condições para prestar cuidados de saúde primários, nomeadamente na área clínica e de enfermagem, apoio domiciliário, saúde escolar, vigilância do estado de saúde dos idosos que vivem isolados, rastreios, campanhas de vacinação, entre outros, melhorando as condições de atendimento e permitindo substituir algumas extensões de saúde que não têm condições adequadas.

Equipado com tecnologia de ponta, a nível de diagnóstico, este veículo permite efectuar a prevenção, vigilância e prestação de cuidados de enfermagem nas freguesias isoladas, suprindo as deficiências dos cuidados de saúde primários, permitindo uma maior proximidade e um atendimento mais cómodo e personalizado à população.

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