Descobertas


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Cientistas britânicos vão começar a testar lençóis e pijamas feitos de um tecido que contém nitrato de prata destinado a evitar infecções hospitalares, sobretudo as causadas por Staphylocccus Aureus Resistente à Meticilina (MRSA– Methicillin resistance Staphylocccus aureus).

O tecido, criado especialmente para este projecto, vai ser usado no Lister Hospital, na cidade inglesa de Stevenage, durante um ano. O microbiologista Peter Wilson, envolvido no estudo do Barts and The London NHS Trust, explicou à imprensa britânica que um resultado positivo “transformaria a forma como combatemos certas infecções, particularmente a (causada por) MRSA”. A bactéria coloniza na pele de pessoas saudáveis sem causar qualquer problema, mas pode provocar uma infecção séria ao passar para a corrente sanguínea.

“A prata é conhecida por ser um agente anti-infeccioso muito eficaz e seguro”, sustentou Peter Wilson. O investigador acrescentou que o material já é usado em curativos médicos e máquinas de lavar. Portanto, os pijamas e os lençóis contendo nitrato de prata são o próximo “passo lógico”.

Mais de 300 pessoas que em testes cutâneos acusaram positivo para a presença de MRSA estão a ser recrutadas para a experiência, que arranca ainda este mês: metade destes usará pijamas e roupa de cama com nitrato de prata, enquanto a outra receberá pijamas e lençóis comuns. Os resultados serão comparados para que seja verificado se houve uma diminuição na quantidade de bactérias encontradas na pele dos voluntários que usaram as roupas contendo aquele elemento químico.

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O isolamento social já tinha sido relacionado com a doença de Alzheimer mas um novo estudo levado a cabo nos Estados Unidos mostra que pessoas solitárias têm o dobro da probabilidade de desenvolver a doença de Alzheimer.

Mais de 800 pacientes idosos participaram neste estudo, sendo seguidos durante um período de quatro anos.

O estudo não esclarece a relação entre os dois factores, mas os números são assustadores. Aos pacientes foi pedido que respondessem a várias perguntas como “Tem uma sensação de vazio?” ou “Sente-se frequentemente abandonado?” para construir uma “escala de Solidão” para cada paciente. Descobriram que o risco de contrairAlzheimer aumentava 51% por cada ponto nesta escala.
Os pacientes com o valor mais elevado na escala, 3.2, tinham 2.1 vezes mais riscos de desenvolver a doença de Alzheimer comparando com paciente com um baixo valor de “solidão” de 1.4.

Apesar de não se conhecerem ainda quaisquer razões para estes valores, o Professor Robert Wilson, líder da investigação, lembra que “não nos podemos esquecer que a solidão não tem apenas um impacto emocional mas também físico em cada um de nós”.

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Um grupo investigadores suíços que estuda a Narcolepsia, doença que provoca nas pessoas um adormecimento súbito, produziu um fármaco promissor para o tratamento da Insónia.

No estudo publicado na semana passada na edição on-line da revista “Nature Medicine”, os cientistas relatam como conseguiram reverter o problema, ao bloquear a acção do neurotransmissor orexina no cérebro de animais e pessoas.

A equipa que publicou o estudo, liderada por François Jenck, do laboratório suíço Actelion, conseguiu produzir um fármaco anti-insónia que imita a acção da orexina em pacientes narcolépticos.

A orexina é importante para manter o estado de vigília e é uma moléculas ausente no cérebro dos narcolépticos. Por isso, os portadores dessa doença não conseguem dormir e acordar em ciclos normais.

O medicamento foi testado em roedores e cães e também foram efectuados testes clínicos em humanos para determinar a segurança e a eficácia do fármaco, afirma Roland Haelfi, relações públicas da Actelion.
No momento, os cientistas estão a efectuar estudos para avaliar a dosagem ideal para o medicamento.

Os investigadores afirmam que até o fim deste ano devem iniciar um ensaio clínico de fase 3 – uma avaliação mais pormenorizada da acção do fármaco -, que permitirá ao laboratório pedir licença para iniciar a comercialização.

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A Sociedade Portuguesa de Endocrinologia Diabetes e Metabolismo (SPEDM) e a Genzyme atribuem a I Edição da Bolsa Prof. Edward Limbert ao Dr. Hugo Prazeres, líder de um grupo de investigação composto por elementos do IPO de Coimbra e do IPATIMUP, pela investigação da identificação e validação de novos marcadores moleculares/alvos terapêuticos para o cancro da tiróide.

A Bolsa, no valor de 5000 euros, contempla o trabalho realizado na identificação dos genes envolvidos no cancro da tiróide.

Este trabalho possibilita um aumento do conhecimento sobre as alterações moleculares associadas ao desenvolvimento de neoplasias diferenciadas da tiróide, conduzindo à identificação de novos marcadores moleculares e novos alvos terapêuticos, e determinando a distinção entre os vários níveis de heterogeneidade desta doença, não perceptíveis através da avaliação morfológica e clínica, permitindo adaptar os tratamentos de forma a poupar os doentes com bom prognóstico a tratamentos agressivos e a tratar agressivamente apenas os tumores com elevado potencial de malignidade.

Segundo o investigador português, este trabalho traduz-se “na redução do número de pessoas que são submetidas a cirurgias à tiróide para fins diagnósticos, desnecessárias em situações benignas, e fornecer indicações para realização de uma cirurgia mais completa, evitando a necessidade de uma segunda intervenção cirúrgica para completar a remoção da tiróide, nas situações mais agressivas”.

Alberto Inez, director-geral da Genzyme, refere que “este prémio é uma grande aposta da companhia que visa distinguir e incentivar as actividades de investigação, formação e divulgação na área da Patologia da Tiróide e contribuir para o progresso das Ciências Médicas em Portugal neste campo”.

O cancro da tiróide é um tumor maligno de crescimento localizado dentro da glândula tiróide.

Este tipo de tumores classifica-se de acordo com o grau de diferenciação das células, e com a sua origem tecidular, em carcinoma papilar, folicular, medular e anaplásico ou indiferenciado.

Os carcinomas papilar e folicular são os mais frequentes e habitualmente considerados tumores bem diferenciados, pelo que se associam a melhor prognóstico. Os carcinomas medular e anaplásico têm um comportamento mais agressivo.

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Médicos da Mayo Clinic, na Florida, desenvolveram uma nova técnica, semelhante à angioplastia, para tratar a Sinusite. O procedimento, denominado sinuplastia com balão, é menos invasivo e uma opção à cirurgia convencional dos seios faciais, segundo o otorrinolaringologista Christopher Garvey.

Após a aplicação de anestesia geral, o cirurgião insere um cateter especial na narina do paciente, conduzindo-o até aos seios faciais. Através de raio-X e de um fio-guia é colocado à entrada do seio facial um balão pequeno e flexível.

O balão é então enchido com um fluido, de acordo com uma pressão específica. Conforme o balão se expande, este vai causando minúsculas fracturas na cavidade óssea do seio facial. Isto dilata a cavidade, melhorando a drenagem normal do seio facial.

O mesmo procedimento pode ser efectuado noutros seios bloqueados. Normalmente, os pacientes recuperam-se bem, tendo alta hospitalar no mesmo dia. Podem sentir alívio imediato dos sintomas e retomar as suas actividades normais em 24 horas.

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A amamentação protege crianças que, por predisposição genética, são mais vulneráveis a infecções no ouvido, refere um estudo da University of Texas Medical Branch em Galveston, EUA, publicado na revista científica “Pediatrics”.

Cerca de 19% das crianças têm tendência familiar para infecções crónicas, a chamada otite média. Os cientistas já sabiam que os factores genéticos desempenham um papel nessa propensão.

Neste estudo foram examinadas amostras genéticas de 505 crianças, 60% das quais consideradas susceptíveis a infecção, porque tinham sofrido do problema antes dos seis meses de vida; tinham passado por três ou mais episódios da doença num período de seis meses; por quatro ou mais episódios em 12 meses; ou tinham sido alvo de seis ou mais episódios quando completaram os seis anos.

“Como sabemos que existe uma tendência familiar para estas infecções, procurámos encontrar pequenas variações, que designamos de Polimorfismo Nucleótido Simples (SNP), em três genes importantes que produzem moléculas que alertam o sistema imunitário de inflamação”, explicou o líder da investigação, Janak A. Patel, professor de Doenças Infecciosas, acrescentando que duas delas sobressaíram como “sinais de risco aumentado”.

Os dois genes identificados geram as proteínas imunes conhecidas como Factor de Necrose Tumoral alfa (TNF-alfa) e a interleucina-6 (IL-6). A presença do SNP num gene era suficiente para aumentar o risco de infecção no ouvido das crianças e a presença nos dois genes ainda aumentava mais esse risco.

No entanto, segundo os cientistas, a grande descoberta reside no facto de a amamentação neutralizar esses problemas, ao reforçar o sistema imunitário, mesmo em crianças com todos os polimorfismos genéticos. “Não só são neutralizados (os perigos de infecção) enquanto são amamentadas, como também ao longo do crescimento”, explicou.

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A reconstrução do vírus de gripe de 1918 permitiu a um grupo de cientistas confirmar que os efeitos daquela pandemia são semelhantes aos efeitos da variante da Gripe das Aves (H5N1), segundo um estudo publicado na revista Nature.

No estudo foram infectados vários macacos com uma reconstrução do vírus da chamada “Gripe Espanhola” (de 1918), tendo os resultados confirmado que a reacção selvagem e descontrolada do sistema imunitário dos macacos, que em poucos dias, levou à destruição dos seus pulmões, foi similar à ocorrida nas 161 pessoas que pereceram desde 2003 devido à Gripe das Aves.

Segundo os cientistas, a reconstrução do vírus de 1918, que dizimou a população mundial provocando mais de 50 milhões de mortos, foi possível através dos genes extraídos dos tecidos de algumas vítimas. Um dos autores do estudo, Yoshihiro Kawaoka, afirmou que “o que se vê nos macacos infectados com o vírus de 1918 é também o que se vê com o vírus H5N1, pelo que esta variante da Gripe das Aves também pode originar uma pandemia mundial da mesma dimensão da de 1918″.

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Investigadores brasileiros vão iniciar em Fevereiro testes da eficiência contra a transmissão do vírus do HIV de um gel extraído de uma substância encontrada em algas marinhas. Os investigadores vão iniciar a segunda fase de testes de um gel feito de uma substância isolada de uma alga marinha (Dictyota pfaffii), encontrada no litoral brasileiro.

“Nesta fase, vamos fazer testes em ratos e em células também vivas do colo do útero”, disse o investigador Luiz Castello Branco, coordenador do estudo, em declarações ao jornal Folha de São Paulo.

Na fase inicial do projecto, que ocorreu nos últimos três anos, a eficiência do medicamento para evitar a transmissão do Vírus da Imunodeficiência Humana (HIV) foi de 95 por cento.

«Vamos, com certeza, chegar ao produto final com uma eficiência superior a 50 por cento», afirmou Castello Branco, coordenador da equipa de investigadores de três instituições brasileiras.

Segundo o investigador, estudos feitos em África indicam que um produto com uma eficiência de 30 por cento já seria suficiente para diminuir em 40 por cento o número de casos no continente mais afectado pela SIDA.

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Segundo um estudo publicado no Journal of the American Medical Association (JAMA), um simples teste sanguíneo pode prever a forte probabilidade de risco de Enfarte do Miocárdio, AVC e a morte de doentes que sofram de Doenças Cardiovasculares.

Esta investigação feita pela University of California em São Francisco, EUA, junto de 987 homens e mulheres que tinham problemas cardíacos estáveis, revelou que, quanto mais altos os níveis sanguíneos da proteína NT-proBNP, maior o risco de morte, de Enfarte do Miocárdio e AVC.

A proteína NT-proBNP é um marcador sanguíneo da hormona BNP, cuja concentração “aumenta no momento de um Ataque Cardíaco ou de stress”, explicou a líder da investigação Mary Whooley.

“Quando as paredes cardíacas se dilatam excessivamente à custa de um grande volume de sangue ou são estragadas por um fluxo de sangue insuficiente, a hormona BNP aumenta e por causa dela a proteína NT-proBNP“, prosseguiu Whooley.

Os participantes do estudo foram repartidos em quatro grupos, conforme o seu nível de NT-proBNP no sangue e seguidos em média 3,7 anos cada um. Durante a investigação, 26% faleceram ou tiveram um acidente cardiovascular.

O risco de morte ou de se ter um Enfarte do Miocárdio ou AVC é 3,4 vezes maior nos grupos de pacientes com uma taxa sanguínea de NT-proNBP, do que nos grupos com uma taxa mais baixa.

A grande vantagem deste marcador é de “ajudar a identificar os pacientes que sofram de doenças cardiovasculares sem fazer tratamentos agressivos”, comentou a médica.

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Não é a galinha dos ovos de ouro mas podem valer ouro os ovos das galinhas produzidas pelo Roslin Institute, Escócia.

O mesmo instituto que trouxe ao mundo a ovelha Dolly surpreende agora com a criação de galinhas geneticamente modificadas com a capacidade de pôr ovos com proteínas necessárias ao combate ao cancro.

Os cientistas afirmam que conseguiram criar já cinco gerações de aves com níveis uilizáveis de proteínas anti-cancerígenas na claras dos seus ovos. Este estudo pode levar a que drogas e medicamentos no combate ao cancro se tornem mais acesséveis, fáceis de produzir e muito mais baratos.

O professor Harry Griffin, director do instituto, acredita que uma dos problemas da medicina dos nossos dias é o facto de muitos medicamentos e tratamentos serem muito caros. “A ideia de produzir as proteínas necessárias para esses tratamentos em bandos de aves que põem ovos significa que se podem produzir em grande quantidade, de uma maneira pouco dispendiosa e usando como matéria prima, literalmente, apenas comida de galinha.”

Apesar de já terem produzido mais de 500 aves, o instituto afirma que teste clínicos só serão possíveis nos próximos 5 a 10 anos.

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