Janeiro 2007


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A Linha de Saúde Pública da Direcção-Geral da Saúde (DGS) começou a funcionar 24 horas por dia de forma a aliviar o acesso às urgências hospitalares, congestionadas nos últimos dias devido ao aumento de casos de infecções respiratórias.

Sérgio Gomes, coordenador da Linha de Saúde Pública, um serviço criado em 2002, explicou que o serviço telefónico que funcionava das 08:00 à meia-noite e passou a partir do fim-de-semana passado a estar em funcionamento 24 horas por dia.

O objectivo, adiantou, é reforçar o atendimento de situações de sintomatologia respiratória alta, que embora sejam normais para a época estão a preocupar os cidadãos e a congestionar as urgências dos hospitais, particularmente em Lisboa e Porto.

A Linha de Saúde Pública, que pode aceder ligando 808 211 311, integra 50 enfermeiros distribuídos pelo País com experiência e formação específica para o atendimento e assegura um conjunto de cuidados de saúde através de triagem, de aconselhamento e de encaminhamento orientados para a doença, incluindo as situações de urgência ou de emergência.

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O Governo aprovou na semana passada um decreto que altera a formação de preços de medicamentos, medida que diz representar uma poupança para o Serviço Nacional de Saúde (SNS) e para os utentes superior a 70 milhões de euros.

Em conferência de imprensa, no final do Conselho de Ministros, o titular da pasta da Saúde, Correia de Campos, afirmou esperar que a medida entre em vigor em Fevereiro, estimou a poupança global para o Estado em 3,5% e referiu que estas poupanças “acrescem às já aprovadas no Orçamento de Estado para 2007″.

Segundo os dados do ministro da Saúde, em doze meses, com o novo regime de formação de preços dos medicamentos sujeitos a receita médica e dos medicamentos não sujeitos a receita médica comparticipados o SNS poupará 49 milhões de euros e os utentes 23,3 milhões de euros. “Uma das alterações consiste em o preço inicial do medicamento ser formado através da comparação com a média dos preços dos países de referência, sendo o preço assim obtido o valor máximo que pode ser praticado nos estádios de produção ou de importação”, referiu o membro do Governo.

Por outro lado, o decreto procede ao alargamento dos países de referência – juntando-se agora a Grécia ao grupo constituído por Espanha, França e Itália – em relação aos quais o preço do medicamento é inicialmente formado.

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 Uma equipa de investigadores dos EUA e do Japão criaram vacas geneticamente modificadas livres das proteínas que causam a Encefalopatia Espongiforme Bovina (BSE), também conhecida por Doença das Vacas Loucas.

Segundo o segundo um estudo publicado na edição on-line da revista Nature Biotechnology, esta decoberta é um atalho para imunizar os animais da doença.

Retirando células da pele de bovinos, os cientistas identificaram e desactivaram o gene que produz os priões (proteína com capacidade de modificar outras proteínas tornando-as réplicas de si própria). Com essas células, produziram doze bezerros clonados.

Para a experiência, três animais foram abatidos e os seus cérebros analisados. Segundo os cientistas, a doença não se fixou no tecido cerebral de duas vacas quando estas foram expostas aos priões. “Esta pesquisa é um grande passo para o uso de biotecnologia nos animais que irá beneficiar os consumidores”, afirmou Barbara Glenn, da Sioux Falls, a empresa de biotecnologia patrocinadora do estudo.

Especialistas afirmam que o trabalho pode oferecer um maior nível de segurança às pessoas preocupadas com a carne infectada que pode desencadear a variante humana, denominada doença de Creutzfeldt-Jakob. Contudo, qualquer alimento derivado de mudanças genéticas precisa da aprovação da FDA (Food and Drug Administration).

No momento da pesquisa, as vacas estão a ser expostas directamente à doença. O objectivo é ter certeza de que o gado fica imune à doença. O resultado final do estudo será conhecido até o fim deste ano, de acordo com o grupo.

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O momento em que um comprador decide comprar pode agora ser visto claramente no cérebro, graças a um estudo efectuado na Universidade de Stanford, EUA, e publicado na revista Neuron.

Ao grupo de voluntários que participou no estudo foram sendo mostrados bens desejáveis (como caixas de chocolate), com o respectivo preço a aparecer no ecrã apenas alguns segundos depois. Esta diferença no tempo permitiu aos investigadores diferenciarem o momento em que um voluntário decidia se desejava adquirir o produto e o momento em que avaliava a despesa que teria de fazer.

A actividade cerebral durante a experiência foi detectada por Ressonância Magnética (MRI) e mostrou claramente esta diferença, permitindo a identificação de duas áreas distintas do cérebro: a área que antecipa o prazer de possuir o artigo e a área que sente a dor de se separar do dinheiro que ele custa. Quando o preço avaliado pelo voluntário era considerado alto, a segunda zona desactivava a primeira e a decisão final do voluntário era “não comprar”.

Observando este padrão, os cientistas conseguiram prever as respostas futuras dos compradores, demonstrando que a compra impulsiva é o resultado de uma batalha entre estas duas zonas do cérebro: o prazer de adquirir vs. a dor de pagar.

Os investigadores acreditam que estes estudos podem explicar porque motivo o aparecimento do cartão de crédito veio aumentar as compras compulsivas. A avaliação do preço diminui perante a prespectiva do pagamento a crédito, ajudando assim a que a zona do “desejo” vença e a compra se realize.

O Dr. Alain Dagher, do Montreal Neurological Institute, explica que estes mecanismos evoluíram com objectivos muito mais primitivos e que é por esse motivo que a decisão de compra impulsiva se torna algo tão incosnciente e pouco racional. Estes mecanismos do cérebro são a razão porque “existem pessoas com emprego na publicidade, casinos, seguradoras e várias áreas da economia”, refere.

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Ao assumir a direcção da Organização Mundial de Saúde (OMS), a Dra. Margaret F. C. Chan condicionou o sucesso do seu mandato à melhoria das condições de saúde em África e das mulheres em todo o mundo.

Na sua conferência, em Genébra, a Dra. Chan referiu ainda como suas prioridades o desenvolvimento em prol da saúde, a segurança sanitária, o reforço dos sistemas de saúde, o investimento em informação e formação, a criação de parcerias e a melhoria do desempenho da organização.

Entre os principais desafios, a responsável refere ainda uma provável pandemia do vírus H5N1 (gripe das aves), considerando que a OMS precisa “fazer tudo o que for preciso para garantir o máximo grau de antecipação e resposta”.

“As evidências estão aí: o H5N1 causou prejuízos sem precedentes na indústria avícola e matou mais de metade das pessoas que contagiou. Por isso temos de manter a máxima vigilância”, disse, referindo que as preocupações maiores são os países com sistemas de saúde débeis e já muito afectados por outras doenças como a SIDA, a tuberculose ou a má nutrição.

Este alerta surge na semana em que investigadores chineses e norte-americanos anunciam ter isolado um protótipo da estirpe mortal do vírus H5N1, que poderá agora ser utilizado para desenvolver uma vacina eficaz para os seres humanos.

A chinesa foi eleita há dois meses para o cargo, em substituição do sul-coreano Lee Jong-wook, falecido a 22 de Maio último a meio do mandato.

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As crianças com perturbações de sono têm uma maior tendência para a Depressão e Ansiedade do que as crianças que dormem tranquilamente, revela um estudo publicado no número de Janeiro da revista SLEEP – publicação oficial da American Sleep Disorders Association.

Investigadores da University of Pittsburgh School of Medicine, Pensilvânia, EUA, liderados por Xianchen Liu analisaram 553 crianças com problemas relacionados com Depressão e Ansiedade.

No grupo analisado, 72,7% das crianças com Depressão sofriam de perturbações no sono, das quais 53,5% tinham Insónia, 9% sofriam de Hipersónia e 10,1% tinham ambas estas perturbações.

As raparigas com tendências depressivas apresentavam maior tendência para ter distúrbios do sono do que os rapazes, sem que as idades apresentassem alterações significativas a estes resultados.

O estudo revela ainda que, entre as crianças com estes problemas de sono, aquelas que apresentam ambos os distúrbios têm um maior historial de doença, estando mais vezes severamente deprimidos, maior possibilidade de perda de peso, retardamento psicomotor e fatigado que aqueles têm apenas um dos problemas.

“Sabemos que a depressão está associada a problemas de sono, mas o que este estudo mostra é que, em jovens, a Insónia é o problema mais comum, e que um a combinação entre Insónia e doença do sono é um problema duplo”, disse Liu.

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Um alto nível de Ácido Úrico (hiperuricemia) está associado a problemas cognitivos entre os idosos, o que abre a porta a possíveis tratamentos, segundo um estudo divulgado na edição de Janeiro da revista Neuropsychology.

Cientistas da Johns Hopkins University e da Yale University, EUA, chegaram a essa conclusão após um estudo com 96 indivíduos de idades compreendidas entre os 60 e os 92 anos.

Desse grupo, os que tinham níveis altos de Ácido Úrico mas, mesmo assim, dentro dos parâmetros do considerado normal, registaram os piores resultados em provas de velocidade de processamento mental, memória verbal e memória operacional.

O estudo recomenda testes clínicos para comprovar se os fármacos que reduzem o Ácido Úrico podem prevenir a perda da memória e outros problemas que frequentemente precedem problemas de Demência.

No entanto, os cientistas, liderados por David Schretlen, confessaram não saberem por que existe essa relação entre ambos os factores, já que, paradoxalmente, o Ácido Úrico funciona como um anti-oxidante que se achava ser benéfico para as faculdades mentais.

Para esclarecer o mistério, os cientistas estão a tentar verificar se o Ácido Úrico produz danos vasculares no cérebro.

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Serão realizados em Janeiro rastreios ao Risco Cardiovascular, Osteoporose e Doenças da Próstata em várias farmácias do Distrito de Lisboa.

Verifique já os dias em que os rastreios passarão pelas farmácias da sua zona e participe… pela sua saúde!

RASTREIO AO RISCO CARDIOVASCULAR

O rastreio é iniciado com o preenchimento de um questionário por parte do farmacêutico, que analisará alguns dos antecedentes familiares e hábitos relativos a perturbações cardiovasculares, seguindo-se a realização de um electrocardiograma.

Este electrocardiograma é realizado por um enfermeiro destacado para a farmácia e os resultados são enviados a um médico, que realizará o relatório do exame.

O questionário, bem como os resultados do electrocardiograma, com o relatório do médico, serão entregues à pessoa rastreada, que é aconselhada a dirigir-se ao seu médico assistente para interpretação dos resultados e diagnóstico final.

O rastreio gratuito ao risco cardiovascular realizado nas farmácias aderentes, com aparelhos de medição específicos, é uma actividade inovadora em Portugal.


Dia 4 de Janeiro de 2007:

FARMÁCIA COSTA MAXIMIANO
Localidade: Mafra


Dia 8 de Janeiro de 2007:

FARMÁCIA CARVALHO
Localidade: Cascais – Alcabideche

FARMÁCIA OCEANO
Localidade: Santo Isidoro

Dia 9 de Janeiro de 2007:

FARMÁCIA ALTO DA CASTELHANA
Localidade: Cascais

Dia 10 de Janeiro de 2007:

FARMÁCIA DAS AREIAS
Localidade: Cascais – Estoril

Dia 11 de Janeiro de 2007:

FARMÁCIA GOMES SUCESSOR
Localidade: Lisboa

FARMÁCIA MONTEJUNTO
Localidade: Vermelha

Dia 12 e 13 de Janeiro de 2007:

FARMÁCIA VÉRITAS
Localidade: Oeiras – Oeiras Park

Dia 18 de Janeiro de 2007:

FARMÁCIA UNIÃO
Localidade: Lisboa – São Domingos de Benfica

Dia 23 de Janeiro de 2007:

FARMÁCIA CONFIANÇA
Localidade: Amadora – Damaia

Dia 26 e 27 de Janeiro de 2007:

FARMÁCIA TANARA
Localidade: Lisboa

RASTREIO À OSTEOPOROSE

O rastreio é iniciado igualmente com o preenchimento de um questionário por parte do farmacêutico, que analisará alguns dos hábitos do indivíduo, seguindo-se um breve exame de medição de densiometria óssea.

Os resultados retirados deste exame serão anexados ao questionário preenchido e entregues à pessoa rastreada, que será também aconselhada a dirigir-se ao seu médico assistente.


Dia 10 de Janeiro de 2007:

FARMÁCIA PAIVA DA COSTA
Localidade: Lisboa


Dia 17 de Janeiro de 2007:

FARMÁCIA CENTRAL CARNAXIDE
Localidade: Oeiras – Carnaxide

Dia 12 de Janeiro de 2007:

FARMÁCIA SILVA DUARTE
Localidade: Sintra – Agualva

Dia 25 de Janeiro de 2007:

FARMÁCIA NIFO
Localidade: Lisboa – Algés

RASTREIO A DOENÇAS DA PRÓSTATA

O rastreio também se inicia com o preenchimento de um questionário por parte do farmacêutico, que analisará alguns dos hábitos do indivíduo, seguindo-se uma análise que medirá os níveis de PSA (antigénio específico da próstata) no sangue.

Os resultados da análise ao sangue serão igualmente anexados ao questionário preenchido e entregues à pessoa rastreada, que é será também aconselhada a dirigir-se ao seu médico assistente.

Dia 11 de Janeiro de 2007:

FARMÁCIA ZELLER
Localidade: Sintra – Queluz

Dia 17 de Janeiro de 2007:

FARMÁCIA VILAR
Localidade: Cascais – Carcavelos

Dia 26 de Janeiro de 2007:

FARMÁCIA ARAGÃO
Localidade: São Domingos de Rana

Os rastreios têm como único objectivo avaliar o risco de incidência do Risco Cardiovascular, da Osteoporose e Doenças da Próstata, por parte do indivíduo, sendo que o diagnóstico final será sempre elaborado pelo médico de família.
A campanha nacional de rastreios gratuitos à população iniciou-se no passado dia 2 de Outubro nas farmácias aderentes, tendo término previsto em Dezembro do próximo ano.

A iniciativa conta com o apoio da ratiopharm, empresa farmacêutica líder em Portugal (em unidades) no desenvolvimento e comercialização de medicamentos genéricos, que disponibilizará recursos humanos e materiais necessários para a realização da campanha. 

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Os utentes do Serviço Nacional de Saúde (SNS) vão pagar mais 1 a 5% pelos medicamentos comparticipados pelo Estado, a partir desta segunda-feira.

De acordo com uma circular informativa do Instituto Nacional da Farmácia e do Medicamento (INFARMED), autoridade que regula o sector em Portugal, a partir do primeiro dia de 2007, os utentes do SNS terão de pagar mais pelos medicamentos que o Estado comparticipa.

Este aumento para os utentes deve-se a uma diminuição da comparticipação do SNS nestes medicamentos que passa para 69% (menos 1%) nos fármacos do Escalão B, para 37% (menos 3%) nos do Escalão C e para 15% (menos 5%) nos do Escalão D.

Os escalões são definidos de acordo com a comparticipação do Estado, consoante o princípio activo e a patologia a que se destinam.

Em relação aos medicamentos do Escalão A, que já foram totalmente comparticipados pelo SNS, estes mantêm-se com uma comparticipação de 95%.

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