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Já se encontra disponível para doentes e familiares o primeiro guia sobre cancro da tiróide, uma patologia que afecta anualmente 500 portugueses, dos quais de 5-10% acabam por falecer.

“Cancro da Tiróide: O problema e a recuperação com qualidade de vida” é o nome do novo guia que pretende informar e esclarecer dúvidas a doentes e familiares sobre esta patologia. Pode consultá-lo neste link.

Prefaciado pelo Prof. Sobrinho Simões, um dos maiores e mais reconhecidos especialistas nesta área, o documento aborda diversas questões: O que é o cancro da tiróide?; Quais as principais causas deste carcinoma?; Estatísticas da doença em Portugal e no Mundo; e Formas de tratamento. Contém ainda testemunhos de sobreviventes ao cancro da tiróide e que contam as suas experiências de vida com o problema.

De acordo com dados recentes, na União Europeia o carcinoma da tiróide afecta aproximadamente 28 mil indivíduos todos os anos, com uma mortalidade anual de cerca de 2800.

Em Portugal estima-se que anualmente o cancro da tiróide seja diagnosticado a mais de 500 portugueses, dos quais cerca de 5-10% acabam por falecer.

A incidência anual do carcinoma da tiróide nas senhoras é superior à registada nos homens, afectando 445 mulheres e 88 homens. Este tipo de cancro está a aumentar em Portugal e, apesar de ser considerado pouco agressivo, pode comprometer a qualidade de vida dos doentes e a sua capacidade de trabalho.

O cancro da tiróide é um tumor maligno de crescimento localizado dentro da glândula tiróide. Este tipo de tumores classifica-se de acordo com o grau de diferenciação das células e, com a sua origem tecidular, em carcinoma papilar, folicular, medular e anaplásico ou indiferenciado.

Os carcinomas papilar e folicular são os mais frequentes e englobam a classe de tumores bem diferenciados, pelo que se associam a melhor prognóstico. Os carcinomas medular e anaplásico têm um comportamento mais agressivo.

No tratamento do cancro da tiróide é importante manter um programa regular de consultas de acompanhamento com o médico, mesmo depois da tiroidectomia (remoção cirúrgica do carcinoma).

Para a realização destes exames, é necessário que o doente apresente níveis elevados de hormonas estimuladoras da tiróide (TSH) na circulação, de forma a estimular qualquer célula de tiróide existente – no leito da tiróide ou em metástases.

Apesar de não ser um tipo de cancro comum, a maioria dos cancros de tiróide pode ser tratada com sucesso e a taxa geral de sobrevida a cinco anos é de 96 por cento.

Mas, mesmo quando o tratamento é bem sucedido, é importante que os doentes façam exames de rotina para avaliar a possibilidade de recorrência. Isto porque até 35 por cento dos cancros da tiróide podem voltar a surgir, e um terço destes só surge 10 anos após o tratamento inicial.