
Um novo medicamento para o tratamento da osteoporose acaba de chegar a Portugal e é hoje apresentado à classe médica nacional. É a única terapêutica oral que deve ser administrada apenas uma vez por mês e que actua ao nível da redução do risco de fracturas osteoporóticas em mulheres pós-menopáusicas.
Ensaios clínicos asseguram a inovação, elevada eficácia, tolerabilidade e segurança do tratamento.
Em Portugal, estima-se que sejam afectadas com esta doença cerca de 500 000 pessoas. Uma em cada três mulheres e um em cada oito homens estão em risco de sofrer osteoporose.
É sobre esta doença e inovadora terapêutica que o Prof. Silvano Adami, Professor de Reumatologia da Universidade de Verona, irá falar a centenas de médicos portugueses numa sessão subordinada ao tema “Evolução no tratamento da Osteoporose pós-menopáusica com bifosfonatos”.
A osteoporose é uma doença caracterizada pela perda de cálcio dos ossos, que por isso, se tornam mais frágeis e sofrem fracturas com facilidade, após traumatismos de pequena intensidade, como quedas ocasionais.
É silenciosa e indolor, razão pela qual a maioria das pessoas afectadas só descobre a doença quando já está em estado avançado, isto é, quando surgem as fracturas.
Surge com maior frequência em idosos e, muito especialmente, no sexo feminino após a menopausa.
A sua importância e custo social têm vindo a aumentar exponencialmente com o alargamento progressivo da duração média de vida e consequente aumento da população idosa. Este factor, evidente também no nosso país ao longo dos últimos vinte anos, é acrescido por certas mudanças de hábitos alimentares e de trabalho que concorrem para a diminuição do cálcio ósseo.
As fracturas associadas à osteoporose atingem preferencialmente a coluna, os ossos do antebraço (junto ao punho) e o colo do fémur (junto à anca).
As suas consequências, potenciadas pela fragilidade e precariedade geral de saúde associadas à idade, podem ser desastrosas para a duração e a qualidade de vida das suas vítimas.
Em Portugal, de acordo com estudos realizados na Universidade do Porto, ocorrem anualmente cerca de 3000 fracturas osteoporóticas do colo do fémur, com elevados custos financeiros e, sobretudo, sociais.
Já as fracturas vertebrais podem ter tradução mais discreta, consistindo em episódios agudos de dor dorsal, por vezes muito incapacitantes.
Estes episódios podem repetir-se no tempo, conduzindo muitas vezes a um quadro de dor permanente com considerável incapacidade. O esmagamento de vértebras osteoporóticas é responsável pelo encurvamento progressivo das costas, frequentemente observado em pessoas idosas.