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São já conhecidos os nomes dos vencedores deste ano do Prémio Nobel da Medicina.

Os laureados cientistas Andrew Z. Fire e Craig C. Mello são responsáveis pela descoberta de um mecanismo fundamental para controlar o fluxo da informação genética após um trabalho feito com base no RNA, a molécula que serve de intermediário entre a informação genética do DNA e a produção de proteínas.

Este mecanismo, apelidado de «interferência RNA», poderá ser a chave para novos tratamentos na área do bloqueamento de genes, sejam eles virais, impedindo a proliferação de agentes infecciosos, sejam genes prejudiciais, como o gene responsável pela lata taxa de colestrol.

O mecanismo descoberto por estes dois cientistas já tinha sido uma «ferramenta importante na biologia e biomedicina», acrescentou o comité Nobel, e aprensenta esperança no tratamento de um largo espectro de doenças que incluem doenças cardio-vasculares e de origem hormonal.

Este prémio, que será entregue oficialmente a 10 de Dezembro, atribuído a Andrew Fire e a Craig Mello surge após apenas oito anos de investigação nesta área, um facto raro dado que o comité responsável por estes prémios costuma atribuir galardões a investigações com maior duração.

Andrew Fire, professor de Patologia e de Genética na Universidade de Stanford, e Craig Mello, professor de Biologia Molecular na Universidade de Medicina de Massachusetts, sucedem neste prémio a dois investigadores australianos.